Entrevista do Dr. Dawton Yukito Torigoe no programa Vida Melhor, da Rede Vida.
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Fundada em 1953, a Sociedade Paulista de Reumatologia (SPR) tem como objetivo representar os reumatologistas do Estado de São Paulo. Desde sua criação, a SPR tem atuado ativamente para cumprir seu papel de levar aos profissionais da saúde do Estado de São Paulo e de levar ao público em geral as mais recentes conquistas científicas no campo da Reumatologia. Veja aqui as novidades que estão acontecendo nessa área.
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01/06/2015
29/05/2015
Tabaco: um veneno ainda pior para quem tem reumatismo
Todos sabem — os
não fumantes, por farta informação nas mídias e por ver as
mensagens nos maços de cigarros — que fumar está diretamente
associado a infartos no coração, cérebro (chamados de AVCs),
câncer de pulmão, estômago, esôfago, bexiga e laringe.
O fumo danifica os
pulmões, gerando enfisema pulmonar e a doença pulmonar obstrutiva
crônica. Também acelera o processo de arteriosclerose, ou
entupimento das artérias, como causa de amputações de membros,
pernas, pés.
O vício do tabaco é
potente, tanto por fatores psíquicos, quanto pela dependência
química, sendo mais efetivo que a heroína em causar dependência.
Em mulheres, essa
dependência química é muito maior, por razão de “receptores
mais sensíveis” à nicotina. E, por razões culturais, as mulheres
passaram a fumar mais e a ter doenças que eram quase exclusivas de
homens.
Por outro lado, o
vício do tabaco vem sendo combatido fortemente, quer por restrição
da publicidade, restrição de fumo em lugares fechados, prédios,
hospitais. Com isso, houve uma diminuição percentual significativa
do número de fumantes — mas não basta, pois o fumo é a principal
causa de morte evitável.
Sabe-se hoje que,
além de todo o mal descrito, fumar está associado ao
desencadeamento de quadro de artrites inflamatórias, como a Artrite
Reumatoide, Psoriásica, piorando o quadro de Lúpus Eritematoso
Sistêmico e aumentando a resistência aos medicamentos utilizados
para tratar esses reumatismos.
A orientação ao
paciente para parar de fumar ou sobre o impacto do fumo em seu
reumatismo passou a ser parte mandatória na consulta reumatológica,
com forte impacto em níveis de evidência.
Com o melhor
tratamento das várias doenças reumatológicas, os pacientes
passaram a viver mais e melhor. Porém, outros problemas clínicos
passaram a fazer parte da condução clínica e gerenciamento de sua
saúde, pois o quadro inflamatório crônico, por si só, está
relacionado com o aumento da arteriosclerose. O processo de entupir
as artérias provocado pelo fumo e, por consequência, infartos no
coração e derrames, ocorrem em idades mais precoces do que na
população em geral. Fumar, para o paciente com reumatismo,
significa acelerar exponencialmente esse processo e abreviar tempo e
qualidade de vida.
É preciso conscientizar os fumantes — principalmente os portadores de doenças reumáticas — das vantagens em se parar de fumar
e optarem por uma vida mais ativa, conceito também incorporado ao
tratamento e orientação a nossos pacientes.
28/05/2015
Veja os sites de Reumatologistas associados à SPR
Dra. Débora Egri
www.reumatologistas.com.br
Dr. Diogo Souza Domiciano
www.medreumatologia.com.br
Dra. Edna Souza Silva
www.seconci.com.br
Dr. Edgard Torres dos Reis Neto
www.medreumatologia.com.br
Dr. Macoto Nishinari
www.reumatologistas.com.br
Dr. Marcelo de Medeiros Pinheiro
www.medreumatologia.com.br
Dr. Mario Luiz Cardoso Pucinelli
www.inreuma.com.br
Dra. Vera Renata Dalla Verde
www.medflexconsultorios.com.br
13/05/2015
12/05/2015
Whoopi Goldberg estrela campanha para a Lupus Foundation
A atriz Whoopi Goldberg apresentou neste anúncio de serviço público para a Lupus Foundation a nova campanha de sensibilização da KNOW Lupus.
Visite também lupus.org/know para saber mais.
Visite também lupus.org/know para saber mais.
10/05/2015
10 de maio - Dia Mundial da Luta contra o Lúpus
Lúpus
é uma doença crônica, onde o sistema imunológico produz um
processo inflamatório contra os órgãos da própria pessoa. Esse
processo inflamatório deve ser tratado e controlado, ou irá gerar
danos irreversíveis, inclusive com risco à vida.
O
Lúpus tem maior incidência entre a segunda e terceira décadas da
vida, principalmente em mulheres — embora crianças, homens e
idosos também possam desenvolver essa doença. Seus sintomas causam
impacto na vida produtiva, profissional e familiar. Pode ter várias
apresentações clínicas: pacientes com o mesmo diagnóstico
apresentam quadros clínicos bem variados. Também tende
a ser mais agressivo em
hispânicos e afrodescendentes.
Em
regra, o indivíduo com lúpus necessita de vários medicamentos para
controle, mantendo o processo inflamatório “frio” e a doença
fora de atividade. Esses medicamentos exigem uma indicação precisa
para cada situação e a supervisão de um médico Reumatologista
para monitorar seus efeitos e prevenir possíveis efeitos colaterais.
De
doença fatal nos anos 60, o Lúpus passou a ter tratamento, e as
pessoas passaram a viver cada vez mais normalmente. Prevenindo o dano
renal e no sistema nervoso, o indivíduo passou a ter de controlar
outras doenças associadas, como a hipertensão arterial, o controle
de colesterol, diabetes, riscos de infarto do miocárdio e infarto
cerebral (conhecido como AVC), além da prevenção da osteoporose,
decorrente do uso de corticoides.
Outros
problemas que devem ser monitorados nos indivíduos com Lúpus são
as infecções. É muito importante preveni-las por meio de vacinas,
assim como identificar os sintomas infecciosos e tratá-los
precocemente — embora haja melhora com os medicamentos, a imunidade
é menor no paciente lúpico.
Viver
com Lúpus é ter controle, responsabilidade com a doença, sem
deixar que isso limite a vida da pessoa.
Sabe-se cada vez
mais sobre os mecanismos da doença e diversos medicamentos têm sido
incorporados ao arsenal de tratamento — como os biológicos. Novas
drogas encontram-se em estudo, com perspectiva de, no futuro,
ajudarem no tratamento. Tudo isto torna o cenário da pessoa com
Lúpus cada vez mais otimista. Mas ainda existem vários desafios,
como o maior esclarecimento sobre a patologia no meio médico —
muitas vezes, a primeira abordagem não é feita pelo Reumatologista.
Também o acesso a centros de tratamento (ambulatórios ou centros
universitários), ainda necessita de melhorias, e muitos medicamentos
ainda estão limitados na oferta pela rede pública, como a
hidroxicloroquina e o mofetil micofenolato.
Vive
melhor, toma menos medicamentos e tem menos problemas com o Lúpus
quem melhor se trata e se cuida, sendo o Reumatologista o melhor
profissional para efetuar a orientação correta.
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